A princípio, todo indivíduo que usa óculos é um bom candidato em potencial para o uso de lentes de contato. O primeiro passo é procurar um oftalmologista e fazer exames para saber se realmente pode usá-las e qual o tipo mais indicado.

Existem dois tipos de lentes de contato: as rígidas, gás-permeáveis ou não, e as gelatinosas (hidrofílicas). As rígidas são mais duráveis, mais fáceis de limpar, corrigem quase todos os tipos de graus e podem ser usadas com a maioria dos colírios. Já as gelatinosas são confortáveis desde o primeiro dia de uso e raramente são percebidas nos olhos.

As lentes de contato gelatinosas surgiram no fim da década de 60. De lá para cá, os materiais das lentes tem melhorado muito e também as soluções de limpeza. Atualmente as lentes estão custando menos em relação ao início de sua disseminação e o consumo menor no Brasil, quando comparado com outros países, se dá mais por uma questão de desinformação.

As pessoas em geral não sabem que seu problema pode ser resolvido por lentes de contato, e muitas ainda acham que é trabalhoso e caro. Há alguns anos a rotina de cuidados com as lentes desanimava as pessoas e muitas até deixavam de usá-las. A lente precisa passar por limpeza, enxágüe, desinfecção diária e remoção dos depósitos de proteínas. Hoje, geralmente com um único produto pode ser feita toda a rotina. A limpeza correta da lente é fundamental para possibilitar o seu uso por mais tempo e com maior segurança.

Muitos estudos revelam que as lentes de contato permitem uma visão melhor do que a com os óculos, que podem alterar o tamanho da imagem percebida pelo olho nos casos de graus mais altos de hipermetropia, miopia e astigmatismo. Principalmente nestes casos as lentes de contato podem proporcionar uma visão mais natural e de mais qualidade.

Além da parte estética, as lentes de contato também têm um importante papel na correção de algumas doenças, como o ceratocone, que é uma patologia que distende a córnea, tornando-a pontuda e irregular, em forma de cone, provocando astigmatismos de graus elevados. Essa doença pode progredir a um ponto que somente com o uso de lentes de contato obtém-se uma boa visão.

O usuário deve fazer o controle periódico do uso das lentes de contato com o oftalmologista e respeitar seus prazos de validade. Existem controvérsias a respeito das conseqüências de se dormir com lentes de contato. Algumas lentes especiais permitem este procedimento, porém é muito importante que as recomendações do médico, quanto ao tempo de uso, sejam respeitadas. No consultório, o paciente receberá instruções de como manusear e cuidar das lentes.